Raquel Montero - Advogada em Ribeirão Preto

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Flávio Bolsonaro em mais 4 ameaças aos nossos direitos

16/10/2026

 

 

Comecemos pelo risco de perda total do direito à própria vida. Se tem arma, tem mais chances de desgraça. No governo de Jair Bolsonaro foram feitas alterações na legislação para facilitar o acesso às armas de fogo, e isso teve impacto direto no aumento da quantidade de mulheres assassinadas por homens, crime chamado de feminicídio. Homens que estavam armados. É o que mostra estudo feito pelo Instituto Sou da Paz.

 

O estudo mostra que metade das mulheres assassinadas em 2020 foram vítimas de armas de fogo, aumento de 5,6% com relação a 2019, e no último ano do governo Bolsonaro, 2022, foi registrado o maior número de feminicídios desde 2012.

 

Uma das medidas recomendadas pelo Instituto Sou da Paz, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é justamente combater o acesso às armas de fogo.

 

Mesmo diante desses resultados, o senador e candidato a presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro, e filho de Jair Bolsonaro, segue no mesmo caminho e continua a defender o acesso fácil às armas de fogo, medida notória que ostenta inclusive em manifestações públicas através de suas próprias mãos, fazendo com as mãos o gesto de uma arma.

 

Só em 2023, com Lula presidente do Brasil novamente, houve a revogação das normas que haviam facilitado o acesso às armas de fogo. A mudança, porém, não retira automaticamente de circulação as armas adquiridas durante o governo Bolsonaro. O estoque de armamentos que permanece nas mãos de quem as adquiriu continua sendo um risco constante para a segurança pública.

 

A aposentadoria está em risco! Pode diminuir o valor da aposentadoria se Flávio Bolsonaro for eleito presidente do Brasil, porque ele quer desvincular a aposentadoria de quem ganha até um salário mínimo dos reajustes anuais e ganhos reais aplicados ao salário mínimo. E fazendo isso, a aposentadoria terá um valor menor que o salário mínimo.

 

O mesmo vai acontecer com as pessoas com deficiência e as pessoas idosas com ou mais de 65 anos que recebem o benefício de prestação continuada (BPC) da lei conhecida como LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social).

 

Qualquer pessoa pode verificar essa informação, está no programa de governo de 76 páginas do Flávio Bolsonaro, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A aposentadoria é um direito que de jeito nenhum pode ser perdido, e nem diminuído.

 

A Farmácia Popular pode acabar! Flávio Bolsonaro não menciona o programa Farmácia Popular no seu programa de governo entregue ao TSE, e além de não mencionar, Flávio Bolsonaro quer cortar dinheiro (e muito dinheiro!) do orçamento, e esse corte pode justamente abranger a Farmácia Popular e acabar com ela. De novo, qualquer pessoa pode verificar essa informação no programa de governo do Flávio Bolsonaro, registrado no TSE.

 

Em sentido oposto ao de Flávio, o presidente Lula criou e defende a existência da Farmácia Popular. A Farmácia Popular foi criada em 2004 por Lula. Jair Bolsonaro enquanto presidente do Brasil acabou com o programa. Com Lula eleito novamente em 2023, a Farmácia Popular foi relançada com ainda mais benefícios, a gratuidade foi estendida a todos os 41 medicamentos do catálogo, além de fraldas geriátricas, anticoncepcional e absorventes. A Farmácia Popular é um direito. Não podemos perde-lo.

 

Não teremos mais praias! Se depender de Flávio Bolsonaro, não teremos mais praias. Elas serão vendidas e se tornarão de propriedade particular. E dessa vez não falarei para você confirmar a informação no programa de governo do Flávio, registrado no TSE. A coisa é tão absolutamente grotesca que nem mesmo o Flávio quis mostrar, ele omitiu isso do programa de governo dele. Mas, não sem antes deixar rastro.

 

E é um rastro idôneo e oficial. A informação pode ser confirmada por qualquer pessoa no Senado Federal, na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3 de 2022, neste link https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/151923

 

Como senador Flávio Bolsonaro apresentou relatórios oficiais onde defendeu e pediu aprovação da privatização das praias (privatizar = algo que era público passar a ser particular). Se como senador ele fez isso, imagina se eleito presidente. Ai, sabe de que lado da praia vamos ficar ? Do lado de fora.

 

Raquel Montero

 

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