08/10/2026

Foto: Raquel Montero / Delegacia de Defesa da Mulher de Ribeirão Preto/SP
No governo Bolsonaro foram feitas alterações para facilitar o acesso a armas de fogo, e isso teve impacto direto no aumento da quantidade de mulheres assassinadas por homens, crime chamado de feminicídio. Homens que estavam armados. É o que mostra estudo feito pelo Instituto Sou da Paz.
O estudo mostra que metade das mulheres assassinadas em 2020 foram vítimas de armas de fogo, aumento de 5,6% com relação a 2019, e no último ano do governo Bolsonaro, 2022, foi registrado o maior número de feminicídios desde 2012.
Uma das medidas recomendadas pelo Instituto Sou da Paz, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é justamente combater o acesso às armas de fogo.
Mesmo diante desses resultados, o senador e candidato a presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro, segue no mesmo caminho e continua a defender o acesso fácil às armas de fogo.
Só em 2023, com Lula presidente, houve a revogação das normas que haviam facilitado o acesso às armas. A mudança, porém, não retira automaticamente de circulação as armas adquiridas durante o governo Bolsonaro. O estoque de armamentos que permanece nas mãos de quem as adquiriu continua sendo um risco constante para a segurança pública.
Raquel Montero