28 de abril de 2017, dia da maior greve geral da história do Brasil


   

Foto: Ribeirão Preto/Filipe Peres/Blog O Calçadão

 

 

    28 de abril de 2017 foi o dia da greve geral histórica do Brasil, considerada também a maior greve geral da história do Brasil.

 
 
    Cerca de 40 milhões de pessoas foram às ruas protestar contra a reforma trabalhista, Projeto de Lei (PL) 6787/2016 e da previdência, Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016, propostas pelo Governo Temer e já em andamento no Congresso Nacional.
 
 
   Ambos os projetos aniquilam com os direitos trabalhistas e sociais da trabalhadora e do trabalhador. Todas as lutas sociais empreendidas desde a Europa e trazidas para o Brasil vão ruir. Todos os direitos sociais conquistados em séculos de lutas pela classe trabalhadora vão se descontruídas.
 
 
    Tudo isso por que?
 
     A pretexto de que a economia precisa de mais produtividade e efetividade. Mas é mentira do Governo e dos parlamentares que defendem essas reformas. O pano de fundo, o objetivo, é acabar com os direitos conquistados pelo povo trabalhador a custa de muitas lutas, e com isso fazer o patrão lucrar mais.
 
 
    Nenhum direito foi dado à classe trabalhadora. Nenhum! Todos os direitos sociais e trabalhistas que a trabalhadora e o trabalhador possuem hoje foram conquistados em muitas lutas em séculos de existência. E o patrão querer retirar isso do povo trabalhador agora. 
 
 
   A destruição que eles querem começou com a aprovação da terceirização total do trabalho. Eu perguntaria a um trabalhador terceirizado qual a possibilidade, qual a oportunidade que ele tem de ascenção, de promoção, de crescimento dentro de seu trabalho.
 
 
    Nenhuma! O trabalhador terceirizado será sempre terceirizado. Ele nunca terá chance de ascensão, de promoção, de crescimento dentro de seu trabalho. Terceirizado é sempre terceirizado.
 
 
   O terceirizado é tão terceirizado que ele se torna invisível dentro de seu local de trabalho. Ele é horizontal, não é vertical. Ele é tão horizontal que ele nem é mais chamado pelo nome, ele perde sua identidade no seu local de trabalho, ele é só um número ou uma matrícula.
 
 
   E tem mais. O pulo do gato. O foco maior do empresariado em prestigiar o trabalho terceirizado é atacar o coletivo, o sindicato. O trabalho terceirizado acaba com os sindicatos, destrói com o coletivo. O patrão passa a conversar diretamente com o funcionário, numa situação de total desigualdade, de total disparidade. Esse é o pulo do gato. 
 
 
     Para esse governo que está ai, para esses parlamentares que defendem essas reformas, para o STF que ai está parece que o trabalho não dignifica o homem. 
 
 
     Não é possível construir ou melhorar um país a partir da desconstrução do trabalhador e da trabalhadora e da desvalorização do trabalho. É o trabalho que dignifica as pessoas, e se esse não for valorizado é o próprio ser humano que é desvalorizado.
 
 
    É preciso ser e ter. Para ser é preciso ter condições de ter. Ter possibilidade de melhorar, ter oporunidade de evoluir. A democracia pede oportunidades iguais.
 
 
     As reformas são ruins. O povo não quer. Numa democracia o soberano é o povo, e se ele não quer sua vontade deve ser respeitada. O recado foi dado ontem com eloquência à esse pseudo governo golpista e ilegítimo de Temer e aos parlamentares golpistas que com ele estão tentando dar mais este golpe ao país e ao povo brasileiro. 
 
 
    Nas capitais e nos rincões do nosso país foi possível ver a contrariedade das pessoas. A imprensa golpista e parcial tentou esconder, mas quem quis ver a verdade era só sair na rua ou abrir a janela de onde estava que era possível constatar a greve. Greve pacífica, com foco, com harmonia e com sede de não deixar passar mais estes golpes que estão tentando. 
 
 
    As fotos que aqui coloquei, de diferentes lugares do Brasil, mostram com eloquência o sucesso da greve geral do dia 28/04/2017. Dia histórico da maior greve geral da história do Brasil. Em Ribeirão Preto, onde participei da manifestação, nos reunimos em mais de 6 mil pessoas. 
 
 
    E as fotos de Ribeirão que coloquei foram de Filipe Peres, do Blog O Calçadão. Na imprensa não achei nenhuma foto imparcial como as que ele tirou, mostrando o real público que a greve teve. Por que será, hein? Nos telejornais a parcialidade continuou, se negando os jornais a falarem a palavra "greve" nos noticiários. Falavam em "manifestação". 
 
   
    Mas foi greve. E tudo parou nesse dia. O Brasil parou.


    Raquel Montero

 

Foto: Ribeirão Preto/Filipe Peres/Blog O Calçadão

 

Foto: Ribeirão Preto/Filipe Peres/Blog O Calçadão

 

Foto: Ribeirão Preto/Filipe Peres/Blog O Calçadão

 

 

Foto: Reprodução Facebook

 

Foto: São Paulo/Ricardo Stuckert

 

Foto: Porto Alegre/Marcelo G. Ribeiro/Jornal do Comércio



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